Autor: Radio Louvor

  • Ouça a Nossa Playlist no Spotify

    Ouça a Nossa Playlist no Spotify

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  • Se amardes uns aos outros

    Se amardes uns aos outros

    Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande  mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração,     de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O    segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

                                             Mateus 22: 34 – 40

    Nesse momento Jesus estava sendo questionado a respeito de diversos assuntos difíceis. E os fariseus, pensando que poderiam acusar Jesus, se reuniram para saber o que perguntar a Ele. Pensem comigo na seguinte cena: os mestres da lei, peritos, especialistas na Palavra de Deus, fazendo uma reunião com várias sugestões sobre o que perguntar a Jesus para colocá-lo à prova, até que um deles diz “olha, eu tenho uma ideia! é isso, dessa vez Jesus não me escapa!” e a pergunta que saiu foi “qual é o grande mandamento na Lei?”. Eu não sei o que eles esperavam que Jesus respondesse. Não sei o porquê dessa pergunta, qual a intenção por trás dela.

    Sinceramente, não importa. O que importa aqui é a resposta dada pelo nosso Senhor, que toca em um ponto extremamente sensível para os fariseus: o amor ao próximo. Os fariseus eram famosos pelo conhecimento da lei, eles eram zelosos em cumprir cada um dos mandamentos ordenados por Deus, mas faziam isso sem amor. Um povo que honrava ao Senhor com os lábios, mas o coração estava longe dEle. Não havia amor nas obras dos fariseus, eram hipócritas. E ao respondê-los dessa forma, Jesus traz um princípio fundamental para todos nós que somos seus discípulos: o amor é o maior de todos os mandamentos. O que nos leva a entender que, de acordo com o que acabamos de ler, nas palavras do próprio Jesus: para Deus, amá-lo e amar ao próximo são mandamentos semelhantes, ou seja, igualmente importantes. Mais uma vez: amar a Deus e amar ao próximo são mandamentos igualmente importantes. Mas quem é o nosso próximo?

    Em Lucas 10, Jesus conta uma parábola que responde a essa pergunta, a Parábola do Bom Samaritano. Nela Ele fala que o nosso próximo pode ser, inclusive, o nosso inimigo; mas o foco dessa noite não está no amor ao próximo e, muito menos, no amor pelos nossos inimigos. Hoje vamos falar sobre o amor aos irmãos!

    No livro de João, capítulo 13, versículo 34, Jesus mostra uma nova perspectiva sobre quem seria esse “próximo”, trazendo um novo mandamento, chamado “novo” porque Jesus se tornou o cumprimento da Lei. Mas como João explica em sua primeira epístola, este é o mesmo mandamento que temos ouvido desde o princípio, agora escrito pelas marcas do sangue de Cristo, e não mais nas tábuas da lei, conforme João 13:34Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

     A partir destas palavras de Jesus, o nosso próximo ganha um rosto: o rosto do nosso irmão. E com esse novo mandamento, surge uma nova medida de amor com que devemos amar: essa medida passou a ser a medida do amor de Cristo por nós; e o alvo, agora, é a própria igreja, o corpo do qual Jesus se tornou o cabeça, a família que Ele estabeleceu pela sua morte e ressurreição. Aleluia! Nosso padrão de amor foi elevado pelo sacrifício do nosso Senhor. Amém? Que alegria é poder amar como o nosso amado Jesus nos amou. Mas ainda há uma forma de descobrir quando estamos, ou não, praticando o amor aos irmãos, vocês sabiam disso?

    Continuem comigo em João 13, agora no versículo 35. Aqui Jesus complementa: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. O mundo tem nos reconhecido como discípulos de Jesus, irmãos? O mundo tem procurado a igreja, sabendo que aqui dentro congregam verdadeiros discípulos, que se parecem com o Mestre Jesus? Os de fora só vão nos reconhecer como discípulos de Jesus quando tivermos amor uns pelos outros. Jesus nos comissiona dizendo “Ide e fazei discípulos”, mas para fazer, precisamos ser; e para ser, devemos amar o nosso irmão.

    Está fazendo sentido pra vocês? Jesus estabeleceu que amar a Deus e amar aos irmãos são os dois principais mandamentos, igualmente importantes. E é pelo amor aos irmãos que o mundo vai nos reconhecer como discípulos de Cristo, não pela forma como pregamos, ou pelos sinais que nos acompanham, mas “se tiverdes amor uns aos outros, nisto conhecerão todos que sois meus discípulos”. Amém?

    Ah, mas assim fica muito fácil ser discípulo de Jesus! Se é só amar, qualquer um consegue, amor todos nós temos pra dar! Mas não é bem assim, né? Há uma forma certa de amar. Vamos fazer um exercício aqui, bora praticar esse amor! Vira para o irmão do teu lado e fala “eu te amo, meu irmão”. Podem falar, sem medo. “Eu te amo, meu irmão!” Agora me respondam uma coisa: isso é amar? Vamos abrir em 1 João 3:16. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

    Então, depois de lermos esse trecho, vocês acham que o nosso exercício de virar para o irmão do lado e falar que o amamos, é, de fato, amar? Claro que não! Apenas uma simples declaração de amor, não é amor. João fala para não amarmos de palavra, “da boca pra fora”, mas de fato e de verdade. O nosso amor aos irmãos é demonstrado pelas nossas atitudes, e não apenas por aquilo que falamos. Vemos este claro exemplo que nos confronta em Filipenses 2:5-8 Tende   em   vós  o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

    Vocês sabiam que esse texto fala sobre como devemos amar uns aos outros? Se olharmos para os versículos que antecedem a essa declaração de Paulo, vamos perceber que o assunto em questão é o do amor aos irmãos. O apóstolo está falando sobre como eles devem se amar, e para exemplificar esse amor, ele traz a vida de Cristo. O sentimento de Cristo é um sentimento de amor, e é essa mesma forma de amar que nós devemos ter uns pelos outros: um sentimento que gera uma atitude! Pois Jesus “se esvaziou”, Jesus “assumiu a forma de servo”, Jesus “se tornou em semelhança dos homens”, Jesus “se humilhou” e Jesus “obedeceu”. Jesus agiu… Amar é uma ação! A ênfase aqui está nas atitudes de Cristo. Porque Jesus decidiu nos amar, Ele tomou cada uma dessas atitudes. E esse mesmo amor prático, que decide e age, é encontrado no texto de Romanos 5:8. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

    Pelo fato de ter Cristo morrido por nós, é que o amor de Deus foi provado. Você já colocou o seu amor à prova? Podemos substituir esse texto, trocando o nome de Deus pelo nosso nome? “Mas João prova seu amor para com os irmãos pelo fato de ter João… o que eu tenho feito para provar o meu amor a vocês? O que você tem feito para provar o seu amor pelos irmãos?

    Uma atitude prática demonstrou o amor que o Pai sentiu pelas nossas vidas. Se o próprio Deus, que não precisava provar nada, provou o seu amor por meio de uma atitude prática, entregando Jesus, quanto mais nós precisamos provar o nosso amor aos irmãos! Essa é a medida do amor que devemos ter pelo nosso irmão, amados. O Pai espera que nos entreguemos pelos nossos irmãos da mesma forma que Jesus foi entregue por nós. Recentemente eu ouvi a história de um irmão, que ao invés de dizer “eu te amo” para outros irmãos, ele pergunta “meu irmão, o que você tá precisando? qual a sua necessidade?”, e assim ele pratica o amor. Jesus, ao ver as multidões, se compadecia delas. Ele estava atento às necessidades daqueles que estavam ao seu redor! E nós, temos visto as necessidades dos nossos irmãos? Maridos, vocês têm visto as necessidades das esposas de vocês? Adolescentes, vocês têm visto as necessidades uns dos outros, na escola, os que estudam juntos? Nos encontros, quando o irmão parece incomodado, triste, inquieto? Temos visto?

    Graças a Deus essa resposta não depende apenas do nosso esforço. Mas se não fosse o amor do Pai, o amor do Filho e o amor do Espírito Santo – sim, o Espírito Santo também nos ama, conforme nos diz Romanos 5:5 “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”, se não fosse todo esse amor com o qual fomos tremendamente amados, não seríamos capazes de cumprir com o mandamento de amarmos uns aos outros! Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.

    Ficou claro? Para amarmos os nossos irmãos, cumprindo com o mandamento que Jesus nos deixou, precisamos primeiro reconhecer o amor de Deus por nós. Será que você leitor é alguém não se sente amado pelos irmãos?  Alguém que não se sente participante do Corpo de Cristo? Se sente rejeitado, deixado de lado? Será que você têm dificuldade em amar aos irmãos? Eu sei que alguns consideram os defeitos, os pecados do irmão, maiores que as virtudes dele, e por isso não conseguem ver alguns irmãos da mesma maneira que o Pai os vê, cobertos pelo sangue de Cristo. Em 1 João 4, nos versículos 7 e 8, vemos que aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. E mais adiante, no versículo 20: “Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

    Meus amados, é com muito temor que eu trago isso pra vocês. Percebam a seriedade desse assunto. Em ambos os cenários, tanto de quem não se sente amado pelos irmãos, quanto de quem não consegue amar aos irmãos, há uma falta de revelação do amor de Deus. Para cumprir com o principal dos mandamentos, para sermos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Jesus, precisamos amar uns aos outros, na prática. Mas a única maneira possível de amar ao nosso irmão, com amor verdadeiro, é recebendo o amor de Deus! Medite nesta palavra e decida receber o amor do Pai para poder amar como ele nos amou!

    João V. Braz é discípulo de Jesus, casado com Danielly e coopera com parte da igreja que se reúne em Porto Alegre.

  • Conheça Joo Min

    Conheça Joo Min

    Joo Min fugiu da Coreia do Norte para ajudar sua família a sobreviver. Ao chegar na China, encontrou um colaborador da Portas Abertas que a levou para uma casa segura, onde recebeu comida e assistência médica. Lá, também conseguiu trabalho para ajudar sua família na Coreia do Norte. Mas isso não foi tudo. “Enquanto estava na casa segura, ouvi o evangelho pela primeira vez”, relembra.

    Diferentemente do que tinha aprendido sobre os missionários, as pessoas que encontrou eram bondosas, amorosas e a ajudaram sem exigir nada em troca. “Apesar do que aprendi na Coreia do Norte, aceitei a Jesus como meu salvador e participava de estudos bíblicos e treinamentos semanalmente”, explica.

    Após entender o chamado de Deus, ela voltou para a Coreia do Norte para fortalecer os cristãos no país. Suas doações tornam o ministério de Joo Min possível. E ela não é a única. A Portas Abertas treina muitos cristãos norte-coreanos que retornam para sua terra natal para discipular a igreja secreta local.

    A perseguição aos cristãos na Coreia do Norte


    Os norte-coreanos estão sob constante vigilância e controle de oficiais, informantes, vizinhos e familiares e recebem apenas informações controladas pelo governo. Além disso, não têm permissão para sair do país ou se locomover internamente. O governo também controla a distribuição de comida, porém, há uma escassez crônica, sendo a condição atual muito severa.

    Além disso, eles estão sujeitos a doutrinação ideológica desde muito cedo. Devido a esse controle, a igreja na Coreia do Norte não pode se reunir, adorar abertamente ou ler a Bíblia sem se arriscar. Seguir a Jesus no país exige uma dedicação completa e constante, pois sempre há riscos envolvidos. Os seguidores de Jesus precisam se dedicar 100% para viver o cristianismo de forma prática sem serem descobertos.

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    Portas Abertas é uma organização não governamental internacional de ajuda humanitária cristã evangélica interdenominacional de apoio a cristãos perseguidos em mais de 60 países onde o cristianismo é legalmente ou socialmente desencorajado, oprimido ou perseguido.

  • Conheça Abraham

    Conheça Abraham

    Abraham foi alertado de que extremistas da etnia fulani planejavam atacar sua vila na Nigéria. Então enviou a esposa e os três filhos para um lugar seguro, mas não conseguiu salvar seu irmão. “Eles atiraram pela porta da casa dele; quando ele saiu, o acertaram na cabeça”, conta. Isso aconteceu há mais de três anos.

    Desde então, Abraham e sua família vivem em uma tenda em um acampamento de deslocados internos. As condições no campo são desesperadoras. “Nós lutamos para permanecermos vivos”, diz Abraham. Mais de sete pessoas dormem em cada tenda e três mil pessoas compartilham apenas 15 banheiros. Os filhos de Abraham não frequentam mais a escola, e ele mesmo abandonou seu sonho de ir para universidade. Às vezes, Abraham questiona: “Onde está Deus?”.

    Você pode levar esperança a esse acampamento de deslocados. Sua doação garante que ajuda emergencial e comida cheguem a Abraham e outros cristãos. “Quando falo que os parceiros da Portas Abertas vêm nos visitar, as pessoas ficam eufóricas. Da última vez, vocês trouxeram comida que durou por dois meses, mesmo para as famílias com muitos membros.

    Mais do que comida, Abraham valoriza o cuidado constante que recebe, pois isso mostra que Deus não o abandonou. “As coisas no acampamento são muito ruins, mas quando os vemos, ficamos muito alegres e animados. Sabemos que Deus está nos ajudando”, acrescenta Abraham com um sorriso.

    A perseguição violenta

    Por causa da violência e da pressão, o número de cristãos forçados a fugir de casa foi de 183.709, no período de 1 de outubro de 2023 a 30 de setembro de 2024, segundo a pesquisa dam Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025. A pesquisa também revela que 67 países integram a lista onde cristãos estão deslocados, com os líderes do ranking sendo Nigéria, Mianmar, Burkina Faso, República Democrática do Congo e Índia.

    Até o final de 2022, apenas a África Subsaariana contava com 16,2 milhões de cristãos deslocados internos, número acumulado ao longo dos anos. Na região estão alguns dos países mais violentos contra cristãos, como a Nigéria. De 4.476 cristãos mortos no período da pesquisa da LMP 2025, 82% foram no país. Bangladesh, Camarões e República Centro-Africana são outros exemplos de lugares onde a violência forçou milhares de cristãos a fugir.

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  • Conheça Safiq

    Conheça Safiq

    Safiq é um cristão que vive em Bangladesh e experimenta a perseguição por parte de muçulmanos radicais. A casa dele foi atacada por um grupo que gritava: “mandem embora os cristãos de Bangladesh”. O cristão foi acusado de “enganar inocentes” e conduzir as pessoas por um “caminho errado”.

    A casa de Safiq e de sua família foi saqueada e destruída, mas ele agradece a Deus por não estar na residência no momento, pois seria morto pelos jihadistas. “Deus me protegeu ao me mandar para o campo. Agora minha família está abrigada na casa de diversos parentes”, conta o cristão.

    Parceiros locais da Missão Portas Abertas trabalharam para socorrer a família de Safiq e continuam apoiando os cristãos mais necessitados com ajuda emergencial.

    A perseguição no mundo

    Discriminação, agressões, sequestros, prisões, tortura e até morte fazem parte do cotidiano dos cristãos que vivem nos países da Lista Mundial da Perseguição 2025.

    Em países como a Coreia do Norte, Líbia, Afeganistão e Iêmen, os cristãos não podem existir, pois se forem descobertos são presos, torturados e assassinados. Sem o apoio da igreja livre, esses irmãos e irmãs não resistirão à perseguição.

    Com o apoio da família espiritual, cristãos perseguidos conseguirão não apenas sobreviver, mas cumprir o chamado de Deus de ser e fazer discípulos de Jesus onde estão.

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  • Jesus e a Samaritana – Uma lição sobre a verdadeira adoração

    Jesus e a Samaritana – Uma lição sobre a verdadeira adoração

    Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva… Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna

    É possível que muitos de nós estejamos familiarizados com a história da mulher samaritana registrada na Bíblia Sagrada. Quando foi buscar água, ela encontrou o Senhor Jesus, que lhe pediu algo de beber. Durante o seu diálogo com o Senhor Jesus, ela reconheceu que Ele era o Messias predito nas profecias. Ela era apenas uma mulher comum e com pouco conhecimento bíblico, mas foi capaz de reconhecê-lo.

    Todos nós sabemos que, durante os três anos e meio em que o Senhor Jesus trabalhou na terra, muitas pessoas tiveram um pequeno contato com Ele e, além disso, muitos O ouviram falar. No entanto, poucos foram capazes de reconhecer que Ele era o Messias. Então, como a mulher samaritana fez isso? 

    Está registrado da Bíblia: “Veio uma mulher de Samária tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá- me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?

    É fato que os judeus e os samaritanos não tinham uma boa comunicação naqueles tempos. Mas Jesus, contrariando as expectativas, não só se comunica com esta mulher, mas pede-lhe que pegue água para Ele, numa abordagem para trazer-lhe uma das mais belas mensagens presentes nas Escrituras.

    E sua resposta abre o diálogo onde Ele nos revela o propósito mais precioso de Deus para nós enquanto viventes nesta terra. Aqui Ele ensina sobre a verdadeira adoração. E logo após revelar que sabia muito mais sobre ela, mesmo sem conhecê-la pessoalmente, a mulher reconhece que Ele não era apenas um homem judeu qualquer, mas um profeta, alguém vindo da parte de Deus, com um propósito especial para aquele momento.

    Diante da situação, a mulher fala: “Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. ”

    Prontamente o Senhor responde: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. 

    Daqui por diante observamos que a mulher começa a falar sobre o Messias que haveria de vir, ao que Jesus imediatamente lhe responde: “Eu o sou, eu que falo contigo…” 

    Diante de tal afirmação, imediatamente a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo?” (João 4:7-10, 13-26, 28-29).

    Isso fez toda diferença! Ela O identificou como o Messias Prometido, diferentemente de muitos conhecedores da época, ela creu no Cristo, não duvidou de Suas Palavras e isso lhe foi imputado por justiça! Isso aconteceu porque ela viu que as palavras do Senhor Jesus tinham autoridade e poder, e porque Ele foi capaz de revelar seus segredos mais íntimos e corrupção, resolver seu problema e confusão, e ainda lhe apontar o caminho claro para se salvar. Por essa razão, ela reconheceu que o Senhor Jesus era o Messias que veio.

    Na verdade, os samaritanos sempre foram desprezados pelos judeus, e, por isso, eles não se relacionavam. Então, ao ouvir o Senhor Jesus pedir água, ela ficou muito surpresa. Mas não se recusou a falar com o Senhor por causa disso, mas O escutou com humildade. Ao ouvir que o Senhor Jesus possuía a água viva, ela foi capaz de se colocar de lado e pedir a Ele para lhe dar a água que poderia trazer sua vida eterna. 

    A partir disso podemos ver que a outra razão pela qual a mulher samaritana pôde receber a salvação pela graça foi que ela conseguiu se humilhar para buscar a verdade. Assim, ela recebeu a graça de Deus, ouvindo a voz Dele e acolhendo o Messias.